Alagamentos em Itapuã: É falta de educação ou de fiscalização?

Redação 3

Untitled-4Muita chuva, deslizamentos e alagamentos. Infelizmente também já estamos sendo informados nos noticiários sobre a morte de algumas pessoas que ficaram soterradas. Triste situação em que se encontra a nossa cidade. No bairro de Itapuã a situação não é diferente, em diversas regiões temos pontos de alagamento e que os moradores se encontram em estado de calamidade, como no km 17.

Numa breve passagem pelas redes sociais, podemos reparar a divisão de opinião entre algumas pessoas sobre a responsabilidade do caos gerado pelas chuvas, denominado por alguns de “tragédia anunciada” (confira a publicação). Parte dos moradores de Itapuã acreditam que a própria comunidade contribui com a situação atual. Alegam que são jogados lixos e diversos tipo de entulho no canal que atravessa a Avenida Beira-Rio no Km17, e também nas redes de esgoto de outras regiões do bairro. Já a outra parte, acredita que há um grande descaso do poder público, que tem dado atenção a “obras turísticas”, esquecendo de oferecer infraestrutura e saneamento básico para a população.

A minha opinião sobre isso? Entendo, e me posiciono de acordo quando alguns amigos alegam que parte dos moradores contribuem com o transtorno, mas acredito principalmente que esse tipo de comportamento é fruto da falta de fiscalização dos órgãos da administração pública. Ao falar em fiscalização, muitos já pensam em punição, porém fiscalizar está muito mais relacionado com prevenir, e é de ações de prevenção que o nosso bairro precisa.

Sim, precisamos continuar conscientizando as pessoas de que não devem jogar lixo nas ruas, mas é preciso que haja fiscalização! Temos a lei 8.512/13, conhecida como Lei do Lixo, que passou a valer desde 28 de janeiro deste ano, e deveria estar sendo aplicada… mas por quê não? A culpa é sempre da população que é mal educada? A culpa é sempre de nós moradores que não participamos do dia a dia do nosso bairro? QUE NADA!!!

Como cidadão, tenho tido a oportunidade de participar de diversas audiências públicas, e reuniões com órgãos do governo do estado e do município, inclusive organizadas pelos próprios moradores (como os que criaram o grupo no facebook Itapuã ontem, hoje e sempre), para tratar as demandas de Itapuã. Um deles, o programa Ouvindo Nosso Bairro. Sou testemunha do apelo dos moradores de Itapuã por uma intervenção no km17 para sanar esses problemas ocasionados nos períodos de chuva. Agora vejam, já se passaram três meses desde quando participei deste programa (Clique e confira) e ao acessar o site do programa (acesse) não encontramos nem as fotos, muito menos as demandas que priorizamos para o nosso bairro, conforme a promessa feita no dia. Detalhe, a demanda que pedimos prioridade total foi justamente a qual estamos sendo castigados agora, o procedimento no canal do Km 17. É assim que querem que sejamos participativos e conscientes? É preciso que eles tenham educação, e no mínimo respeito com nós moradores.

Para mim, chega de culpar a população! Sou comunicólogo e no quesito propaganda tenho que parabenizar pela intensa divulgação desses diversos programas, mas na prática a teoria está sendo outra! Em Itapuã, os moradores das regiões periféricas continuam esquecidos! Até quando? Quantas famílias precisarão perder tudo? No dia 10 do mês passado fiz uma reportagem (Clique aqui e confira) pedindo ajuda para a Rua Itaperuna, que passa pela mesma situação. Nem preciso falar como ela se encontra hoje com essa chuva né?

Enfim, se houvesse fiscalização, até mesmo a falta de educação seria inibida, e não geraria tanto transtorno.

Enquanto isso, vamos nós, fiscalizando eles.
Todos por Itapuã!

Next Post

A Sereia também merece uma casa nova

Itapuã está órfão de um dos seus maiores símbolos. Mais do que uma atração turística, a Sereia se transformou em uma espécie de madrinha do bairro. A constante exposição ao salitre e os atos de vandalismo que, infelizmente, ainda são comuns nas obras públicas, deterioram a estrutura do monumento descaracterizando-o […]