Cachorro-quente doce faz sucesso no Abaeté

Redação

Ambulante estava desempregada há 5 anos. Ela montou a barraca perto da Lagoa do Abaeté, no bairro de Itapuã, e tem rendido cerca de R$ 400 por mês com a nova comida.

Depois de ficar desempregada por cinco anos, uma ambulante resolveu criar um cachorro-quente doce para conseguir ajudar nos custos de casa. Dona Elisângela Amâncio, de 45 anos, montou uma barraca perto da Lagoa do Abaeté, no bairro de Itapuã, em Salvador.

A ambulante, que antes era empregada doméstica, hoje trabalha cerca de 15h por dia com a filha Lilian Paiva, de 20 anos. O marido também estava sem trabalho mas conseguiu um emprego na quarta-feira (6).

O cachorro-quente inusitado tem rendido cerca de R$ 400 por mês. O lucro aumenta mais quando Elisângela consegue trabalhar em eventos.

“Esses eventos que a gente faz, é uma renda extra para pagar aluguel e tirar o nosso sustento. Meu sonho é que minha filha se torne uma grande empresária com essa criatividade dela que me ajuda bastante. Quem sabe muito depois ela pode ir na Ana Maria Braga apresentar o hot dog doce ao Louro José”, contou a ambulante.

Dona Elisângela contou que a nova receita do cachorro-quente leva uva, maçã, chocolate, molho e outras frutas. Além dessa opção, também tem a comida na forma tradicional e na quentinha.

“Eu sou vizinha dela e a vi elaborando [o trabalho], a limpeza, o jeito dela trabalhar e gostei. Gostei muito do sabor. Eu venho sempre experimentar. Quando não é o doce, é o salgado. Eu como mais o salgado [cachorro-quente] porque eu tomo uma cervejinha, mas o doce eu venho de manhã para tomar um café”, disse a aposentada Rita Jupira.

Seu Messias é o dono da casa onde a ambulante montou a barraca de cachorro-quente e contou sobre o apoio que prestou ao trabalho dela.

“Ela foi na prefeitura pedir licença e o proprietário precisava autorizar por escrito. Tinha um documento e eu assinei, porque eu vi que ela queria trabalhar e acho que quando uma pessoa quer trabalhar tem que ter a ajuda de alguém. Fico alegre de ver que a pessoa está conseguindo subir na vida”, contou seu Messias.

Elisângela está entre as 587 mil pessoas que trabalham na informalidade, sem carteira assinada. De acordo com os dados divulgados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 40,3% de trabalhadores informais em Salvador.

Fonte: G1

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