Caso Neylton: ex-vigilante condenado está desaparecido

ITAPUÃCITY

Condenado em primeira instância pelo assassinato do servidor municipal Neylton Souto da Silveira, o ex-vigilante Josemar dos Santos está desaparecido desde o último dia 15 de novembro.

O caso está sob apuração da Delegacia de Proteção à Pessoa, onde a queixa foi registrada. Um Fiat Palio, do mesmo modelo que o veículo pertencente a Josemar, foi abandonado e incendiado na Ladeira do Olassá, perto do Parque do Abaeté, em Itapuã, em 17 de novembro.

À frente do caso, a delegada Juceli Rodrigues informou que a análise pericial do veículo ainda não foi concluída. “Por isso não podemos afirmar que se trata do carro pertencente a Josemar. Mas todas as possibilidades estão sendo investigadas”, frisou.

Entretanto, a mulher de Josemar, que se identificou apenas como Fernanda, disse acreditar que o carro encontrado é mesmo o do marido. Ela contou que Josemar saiu de casa, em São Cristóvão, por volta das 15h de 15 de novembro. “Ele disse que voltava rápido. Até nos falamos algumas vezes pelo telefone, a última vez à meia-noite. Depois não tivemos mais contato e o celular dele só dá desligado”, relatou Fernanda.

Desde então, ela foi ao Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues para identificar um cadáver, mas não o reconheceu como sendo de Josemar, e compareceu à 14ª Delegacia territorial (Barra) para fazer o reconhecimento de um suspeito – outro alarme falso.

Ameaças – Hoje completa um ano que Josemar deixou a prisão, beneficiado com um habeas corpus. O advogado dele, Paulo Vilaboim, confirmou ter impetrado recurso por um novo júri e pela redução da pena – Josemar e Jair Barbosa da Conceição foram condenados a 14 anos de prisão, mas aguardam em liberdade o julgamento do recurso.

Fernanda revelou que o marido chegou a receber ameaças, logo após sair da prisão, e que não quis mais trabalhar como vigilante, mantendo-se com biscates. “A gente queria até ir embora de casa. Mas prefiro esperar o que as investigações vão dizer”, concluiu.

*Colaborou Helga Cirino

Entenda o caso

Assassinato –  No dia 7 de janeiro de 2007, o corpo do servidor Neylton Silveira foi encontrado na SMS

Acusados – Investigações indicaram os vigilantes Josemar dos Santos e Jair Barbosa como suspeitos

Mandantes – Aglaé Amaral e Tânia Pedroso, ex-subsecretária e consultora, foram acusadas de mentoras

Improbidade – Elas eram suspeitas de comandar irregularidades nos contratos da secretaria

Arquivamento –  Em 2008, o juiz Moacyr Pitta Filho mandou a júri somente os vigilantes

Julgamento – Este ano, os vigilantes foram condenados a 14 anos de prisão, mas recorreram

Reabertura – Promotores avisaram que pretendem  reabrir as investigações contra a ex-subsecretária e a consultora

 

Fonte: A Tarde Online

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