Em duas décadas de existência, Lagoa do Abaeté nunca passou por reforma

Itailuan Anjos

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“Enquanto relaxa, o visitante agradece o mergulho refrescante e curte o tempero da Bahia”. Esta é a apresentação que está na página da Secretaria de Turismo sobre o Parque do Abaeté, em Itapuã. A descrição poética, no entanto, está longe da realidade de quiosques abandonados, banheiros depredados, sujeira, animais soltos, iluminação precária, bem como a falta de segurança do Parque Metropolitano do Abaeté. De acordo com o gestor da Área de Proteção Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté e Coordenador do Parque, Tiago Marques (33), há propostas de revitalização para o Parque na pauta do Governo, mas, existem outras prioridades, com maior urgência. Ele explica que o Parque do Abaeté está inserido na Área de Proteção Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté, que é uma das 44 Unidades de Conservação geridas pelo Instituto do Meio ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA).

 

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Marques explica que de fato, desde a inauguração, há 20 anos, o Parque nunca passou por uma reforma geral e que assim como outros gestores, está buscando essa revitalização. “Do ponto de vista técnico, a área precisava ser cercada e murada, pois um parque urbano não deve ser aberto. Manter a integridade física de um recurso natural tão importante de maneira aberta se torna utópico. Enquanto não se olhar de um modo mais sério para este problema, as ações não vão se tornar efetivas”.

Segundo o gestor, há limitações de colaboradores para atuarem na APA. Enquanto na Coordenação do Parque, ele conta com aproximadamente 70 pessoas, que trabalham diariamente na limpeza, segurança e administração, na APA, somente há ele, responsável direto por planejar, propor e articular ações para mitigar os impactos ambientais e garantir a proteção do último remanescente de restingas de Salvador.

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“Precisamos ter equipe suficiente e multidisciplinar para trabalhar na gestão de uma Unidade de Conservação tão ímpar como a APA Lagoas e Dunas do Abaeté. Só assim poderemos desenvolver ações tão importantes para a educação ambiental e a divulgação da APA. Se for feito um trabalho dentro desse contexto, a tendência é que sejam diminuídos os problemas de ocupação desordenada e o lixo e não precisemos de ações emergenciais de fiscalização”. Diante dessa realidade ele conta com o apoio do Conselho Gestor da APA, que é formado por 30 membros, sendo 10 vagas para cada segmento (Sociedade Civil, Setor Público, e Setor Privado), para ampliar o leque de realizações das ações propostas.

Atualmente, a APA Lagoas e Dunas do Abaeté tem uma área de aproximadamente 1.800 hectares. A APA tem como principal objetivo macro proteger o último remanescente de restinga dentro da cidade de Salvador. Assim, atua no controle e fiscalização cumprimento dos critérios para construção do local, certificando-se de que a intervenção não colocará em risco os recursos naturais do meio ambiente.

Fonte: Camila Barreto | ItapuãCity

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