Você sabia que as pedras em Itapuã têm nomes próprios?

Redação 45
Foto: Marcio Torres
Foto: Marcio Torres


Muitos nativos, principalmente da geração mais nova, desconhecem uma singularidade de Itapuã, que está ligada a sua geologia marítima. As pedras que envolvem a praia e tantas outras áreas, foram batizadas e possuem, portanto, nomes próprios. De acordo com a publicação da Tribuna da Bahia, a identificação das pedras foi feita por padrinhos, em sua maioria, pescadores.

A mais famosa delas, a “pedra de ponta”, na tradução da língua tupi e sua popularização como “pedra que ronca”, ou Itapuã Grande, já foi tema do colunista Bruno Cardoso no ItapuãCity. Segundo ele, o nome dado pelos nossos ancestrais tupinambás faz referência aos afloramentos rochosos defronte à praça Dorival Caymmi. Lá nos primórdios da história do Brasil, a pedra de Itapuã era um importante referencial geográfico para aqueles que vinham do norte. Naquela época, os navegantes consideravam a pedra de Itapuã a porta de entrada da Bahia.

O farol de Itapuã, por exemplo, foi edificado há 141 anos, sobre a pedra da Piraboca, nome tupi que corresponde a peixe duro, resistente. Já a Pedra do Sal tem essa denominação “porque nas marés baixas as pedras do local concentravam grande quantidade de um sal bem mais amargo que o sal de cozinha”, conta o nativo Wlisses dos Santos, de 73 anos.

Há, também, Itapuã do Meio e Itapuã Mirim. A pedra do Unhão (em frente à Vila dos Sargentos) ganhou essa denominação em homenagem ao filho do pescador Leão. Segundo Wlisses, “a criança não acertava pronunciar Leão, só dizia ‘Unhão’ e assim ficou conhecida”, recorda. Aliás, nessa pedra “tem gravada a marca de um pé, como um milagre, um enigma que passou a ser atribuído à passagem de São Francisco de Assis”, destaca.

Há, ainda, a pedra por onde São Tomé teria passado e deixado uma pegada em Piatã. Bruno Cardoso também contou essa história no ItapuãCity. Reza a lenda que antes mesmo dos portugueses terem chegado em solo brasileiro, um homem branco já havia dado as caras em terras baianas. Sua presença foi tão marcante que os índios tupinambás que viviam na região, deram a ele um status de divindade. O forasteiro passou a ser chamado de Deus Sumé, o Deus Branco que caminhava sobre as águas enquanto elas se abriam, como na história de Moisés.

Em 1549, a história chegou aos ouvidos do padre Manoel da Nóbrega que logo associou a imagem do homem branco com a de São Tomé, um dos apóstolos de Jesus. Naquele tempo, corria uma história de que o apóstolo percorreu o mundo trazendo as palavras de Deus até as áreas mais longínquas. Como prova, o santo teria deixado evidências de sua passagem como cruzes e desenhos em rochas.

Tem também a pedra do Diogo Dias – referência a um descendente de Garcia d’Ávila – na praia em frente ao Colégio Estadual Lomanto Júnior, e que acabou ganhando a derivação para “pedra do Goodyear” por corruptela na pronúncia. Algo como a placa da Ford que viria a consolidar-se como Placaford.

Já a pedra da Arranha, com o próprio nome sugere, devia ser evitada pelos pescadores porque podia ocasionar danos às embarcações. Pedra da Beraba e pedra da Sardinha ficam localizadas nas proximidades da praia em frente à praça Dorival Caymmi. A pedra Redonda está em frente ao monumento da Sereia. Existem, também, as pedras do Amendoim (pelo formato parecido), Tanhaçu, Cabeça de Nego, Escorrega e Cai e a pedra Vermelha.

Fonte: ItapuãCity

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