Associação busca diálogo com a prefeitura para evitar extinção do Camping de Itapuã

Camila Barreto

A luta contra a desafetação do terreno onde funciona o Camping Ecológico de Itapuã, continua por parte da Associação de Campistas de Salvador. Após o processo de leilão ter sido desertado, por falta de compradores no último dia (09), os campistas buscam agora diálogo com a Prefeitura. “Estamos tentando uma parceria amigável com a prefeitura para regularizarmos a situação do camping. Caso o órgão não tenha mais interesse em administrar a atividade, queremos saber se ao menos o poder municipal entende a importância de um camping em Salvador, para que possamos gerir em outra área”, diz Cleia Cardoso, diretora administrativa da Associação dos Campistas de Salvador.

Segundo ela, alguns campistas identificaram a existência de um terreno na Praia do Flamengo que poderia ser destinada ao camping. Cleia reforça ainda que até o momento, não foi informada sobre a realização de um novo leilão.

Foto: Fan Page Camping Ecológico de Itapuã
Foto: Fan Page Camping Ecológico de Itapuã

O descaso no tratamento da associação, bem como a dificuldade no processo de aproximação com a prefeitura também desanimam a diretora. “Por lei, deveríamos ter recebido uma notificação, nos dando inclusive, a prioridade de compra, visto que nós é que estamos ocupando o lugar há décadas. Mas nem isso foi feito. Além disso, a associação vem sendo ignorada há algum tempo. Pagamos conta de energia em nome da prefeitura. Eles sabem que existimos mas nos ignoraram desde a criação do projeto de lei 121/2014”, frisa Cleia.

Até mesmo a fotografia do lugar lançada no site da Secretaria da Fazenda para o leilão causou indignação. Colocaram a imagem de um terreno localizado na Praia do Flamengo, nem ao menos descreveram ser um camping em funcionamento, mas sim um terreno”, comenta Cleia.

Sem apoio

Desprovido de qualquer apoio financeiro dos órgãos públicos, as despesas do camping são pagas através de rateios. Serviços como manutenção, advogado, contador, limpeza funcionam graças as diárias dos campistas e associados. “Na baixa estação os gastos giram em R$ 30 mil, enquanto na alta estação chegam a R$ 50 mil”, conta.

Diante da possibilidade de o camping fechar as portas, a dirigente instituiu duas frentes de trabalho. A primeira consiste em resolver as pendências da entidade junto a Receita Federal. “Temos processos em aberto que estão sendo negociados. Outra meta é regularizar a associação para que nos fortaleçamos como entidade do terceiro setor e assim poder recorrer aos nossos direitos como administradora do camping”, finaliza Cleia.

Entenda o caso

Com mais de 26 mil m², o único camping da cidade de Salvador é uma das 59 áreas inclusas no projeto de Lei Municipal Nº 121/2014, aprovado em agosto do ano passado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito ACM Neto. Polêmico, o projeto prevê a alienação e desafetação de áreas públicas consideradas “inservíveis” e a destinação delas para fins “servíveis”.

No leilão realizado no último dia (09) não houve compradores, cujo lance inicial foi de R$ 23 milhões. Nessa linha, não foi possível concretizar o negócio.

Desde então, a Associação de Campistas de Salvador, que administra o Camping de Itapuã há 12 anos, procura soluções para evitar a extinção da atividade. O Camping conta com um corpo jurídico para defender os seus interesses. Campistas da área de Direito prestam serviço junto à associação e têm se mobilizado para reverter esse quadro, a partir de uma petição pública de apoio à causa. Acesse-a clicando AQUI.

Fonte: ItapuãCity

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