2 de junho de 2020

Bairro classe média

classemedia

coluna-perspectivas

Não é a primeira vez que defendo defendo a tese de que Itapuã é um bairro classe média. Temos que fugir do velho discurso em que moramos num bairro mergulhado na pobreza. Este fato deturpa uma realidade bem diferente da nossa comunidade. Itapuã é sim um bairro castigado pelo descaso e o abandono de gestões anteriores, fato este que não corresponde ao seu crescimento econômico que vêm alavancando o bairro a um patamar de classe média.

É uma pena que isto se reflete no aumento da desigualdade social.

Vivemos num bairro que mistura riquezas, pobrezas, sagrados, profanos, alegrias e tristezas. Desta forma, não é difícil afirmar que Itapuã tem cara da nossa querida Salvador. As casas populares, se misturam a casarões, prédios e conjuntos habitacionais de tal forma que fica difícil enxergar uma segregação econômica física tão evidente. Vemos em muitos casos um convívio de pessoas com diferentes classes sociais, se relacionando e convivendo nessa grande mistura.

Isso não quer dizer que inexiste segregação. Há também comunidades segregadas como as baixas do tubo, da Soronha e do Dêndê, carentes de infra estrutura e qualidade de vida. Bom ressaltar que pensar numa cidade próspera é pensar no desenvolvimento de todos e não só de um determinado grupo. Quando isso não acontece, toda a economia volta a satisfazer a demanda das classes mais abastardas, dificultando e muito a vida dos mais pobres. Isso fica bastante evidente no comércio com preços cada vez mais elevados, salvo alguns poucos espaços.