Contagem regressiva: 100 dias para a instalação da prefeitura em Itapuã

ITAPUÃCITY

Os problemas são quase os mesmos, o que muda é o endereço. Seja em Cajazeiras, Itapuã, no Centro ou no Subúrbio, moradores reclamam principalmente do transporte público e da saúde precários, da ausência de áreas de lazer, ruas esburacadas e insegurança.

As quatro primeiras prefeituras-bairro que serão instaladas nessas quatro regiões devem começar a atender o público em 100 dias, de acordo com as metas estabelecidas pela prefeitura.

A ideia do modelo é aproximar população e governo, levando os serviços prestados pelo poder público para o interior dos bairros. O morador de Itapuã, por exemplo, não precisará sair da Avenida Dorival Caymmi, dentro do próprio bairro, para resolver problemas relacionados a cobrança de impostos, solicitações de alvarás e autorizações ou para fazer pedidos de reparos em vias, melhorias na iluminação ou serviços de limpeza.

Diante das queixas de moradores, uma coisa é certa: não vai faltar trabalho.
paripe “Aqui precisa de mais segurança. Lazer não tem. As escolas precisam de incentivo e as ruas, de pavimentação e limpeza”, reclama a estudante Driele Assis, moradora de Paripe. O bairro abrigará a sede da prefeitura-bairro do Subúrbio, que terá à frente o ex-superintendente de Conservação e Obras Públicas (Sucop) do município, Sosthenes Macedo, 36 anos.

Em Alto de Coutos, a situação também é grave. “Se chover, alaga e tem lama. Se faz sol, é poeira. É muito lixo nas ruas e, nos postos de saúde, não tem médico e nem remédio”, denuncia o pedreiro Dilson de Jesus, 59 anos.
“O transporte aqui é horrível. Na praia de Tubarão, por exemplo, só tem uma linha, que é Estação Pirajá“, diz a professora Elmira Souza, 50.

Da sua experiência na gestão anterior, Macedo sabe que ajudar a administrar o bairro não será uma tarefa fácil. “É um bairro tão grande que é como se houvesse dentro dele várias pequenas cidades do interior. Hoje, é muito carente de muitos serviços e a nossa missão é melhorar isso”, explica Macedo.
Ele aposta, no entanto, no bom resultado que pode obter. “Esse será um modelo de gestão inovador”, promete.

Cajazeiras e Itapuã
Moradora de Cajazeiras, a ambulante Patrícia Santos, 26, se queixa do posto médico do bairro. “Não tem pediatra e nem clínico. No posto de Cajazeiras VIII disseram que só depois do Carnaval”, relata. Outros problemas do bairro são os engarrafamentos e o transporte público ruim.

Em Itapuã, o lixo tem dado dor de cabeça a moradores. “Tem muito lixo espalhado. A região da Lagoa do Abaeté está abandonada. A praça Dorival Caymmi está degradada”, reclama o aposentado Eduardo Silva, 60.

Também nomeado por ACM Neto, o economista Alan Muniz, 35, ficará com Itapuã ou Cajazeiras. “A definição deve sair nos próximos dias”, disse. “As prefeituras-bairro pretendem acabar com a ideia de que a vida publica é lenta, tornando os serviços ágeis e acessíveis”, explicou.

Ele ressalta, porém, que será preciso ter bastante cautela no primeiro momento, pois os gestores deverão trabalhar sobre um orçamento feito na gestão anterior. “Será um desafio nos adaptar até que possamos fazer nosso orçamento próprio”. Muniz já trabalhou em prefeituras do interior e no Estado.

Centro histórico
No Centro Histórico, a insegurança é a principal reclamação. “O pior aqui são os sacizeiros, que ficam assustando turistas, pedindo esmola e roubando. Precisamos de mais limpeza também”, descreve o vendedor Antônio Silva, 47.
Nomeado para administrar a unidade do Centro de Salvador (que também vai atender Brotas e Comércio), o administrador Fábio Ramos, de 36 anos, conta que já vivenciou de perto a experiência de ajudar a gerir uma prefeitura-bairro nos Estados Unidos.

“Trabalhei na prefeitura-bairro da cidade de San José, na Califórnia, e trarei a experiência que tive para Salvador”, promete. “A base do modelo de lá é o fortalecimento do contato com a comunidade, o que também será o ponto forte aqui”, adianta.

Depois das quatro unidades iniciais (Subúrbio, Centro, Cajazeiras e Itapuã), a prefeitura prevê inaugurar, em mais seis meses, mais seis unidades.

Fonte: Correio da Bahia

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