E a Feira?

Saulo Miguez

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O bairro de Itapuã já há algum tempo vem sofrendo com a ausência de parte do seu histórico mercado municipal. Mais conhecido como Feira de Itapuã, o espaço – graças a ação do tempo e ao descaso do poder público – veio a baixo deixando vítimas e uma lacuna aberta no bairro.

Fosse somente pelo prejuízo socioeconômico gerado pela interdição do espaço, já teríamos motivo de sobra para exigirmos mais agilidade nos serviços de reestruturação, porém, além das pessoas que deixam de ganhar seus sustentos, a interdição do mercado prejudica também a história de Itapuã.

O crescimento do bairro se deu muito em função deste espaço, que escoa o pescado trazido nas redes que peneiram diariamente o mar, possibilitando assim o desenvolvimento econômico local. A feira é também um histórico ponto de encontro e cenário de muitas histórias dos seus freqüentadores; todo morador de Itapuã, sobretudo os mais antigos, tem algum caso vivido na Feira para contar. E cada um desses casos ajuda a compor a grande história deste bairro.

Por esses e outros motivos, a população não deve deixar que as obras da Feira caiam no esquecimento. Deve-se cobrar das autoridades competentes a movimentação nos canteiros de obra e o cumprimento dos prazos. Assim, aqueles que vivem do mercado poderão retornar às suas atividades e a história de Itapuã continuará sendo escrita neste simples, porém, nobre ambiente.

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