20 de junho de 2020

E lá se vai a “magia natalina”

Foto tirada em grande shopping da cidade (05/01/15)

É interessante prestarmos atenção na rapidez com a qual o cenário urbano e a atitude das pessoas se transformam, conforme a conveniência do mercado. Há menos de duas semanas atrás, respirávamos Natal. Era panetone, Papai Noel, pisca-piscas, “rol-rol-rol” e enfeites coloridos por todos os cantos. Das pessoas ouvíamos discursos de confraternização, congregação familiar; e as lojas, sobretudo de roupas, estavam lotadas.

Agora, o clima é outro. As filas continuam nos shoppings, mas se transportaram das portas das lojas para os balcões de ingressos. A efervescência do verão baiano finalmente chegou e isso é sentido nas praias lotadas, nos ensaios que vão de segunda a domingo e no burburinho festivo tão característico do carnaval.

Aliás, com o mega réveillon soteropolitano de 2014/2015, que contou com uma semana de shows de atrações de peso da música nacional e internacional, em três pontos da cidade, o pavio do carnaval foi aceso antecipadamente. Esse, porém, ficou um tanto encoberto pela frieza polar do Papai Noel.

Terminados os festejos natalinos, por sua vez, e tendo o bom velhinho tomado o caminho de volta rumo à Lapônia, pôde-se iniciar oficialmente – e sem medo de ser feliz – a contagem regressiva para a tão esperada chegada de Momo, que, por sinal, também é gordinho e costuma fazer a alegria de muita gente.