1 de dezembro de 2020

Honestamente…

coluna-pense-nissoNão é gratificante nos depararmos diariamente com notícias relacionadas a corrupção, roubo… desonestidade de modo geral e muitas vezes sofrermos diretamente as conseqüências de atos que vão de encontro à ética e a boa convivência. Grandes, pequenos e mesmo os mínimos gestos desonestos são responsáveis por edificar uma sociedade cada vez mais caótica e difícil de se viver, onde valores vêm se invertendo e a honestidade ficando cada vez mais de lado.

Ainda que soe como um discurso antigo, esse cenário mantém-se dessa forma muito em função dos exemplos e padrões que a (nossa) mídia de massa impõe no seu horário “nobre”, além da eterna impunidade que vigora em nosso país.

Diferente do que acontecia antigamente, hoje os personagens de destaque das telenovelas são justamente aqueles que deveriam estar léguas distantes dos holofotes. Os vilões da atualidade são vividos pelos melhores atores e possuem mais cenas do que os mocinhos, sem falar que esses bad boys são bem vestidos, carismáticos e bem humorados, o que contribui bastante para a absorção dos conceitos negativos por muitos daqueles que passam horas do dia a frente da TV assistindo novelas.

Com relação a impunidade, esta fica evidente quando vemos a forma como são tratados muitos crimes hediondos no nosso país. A cada dia nos decepcionamos com a justiça que lida com situações como essas de maneira negligente deixando descrente o brasileiro, que muitas vezes passa a ver a corrupção como algo natural ou permitido.

No entanto, essa idéia não deve ser encarada como uma verdade. Devemos estar cientes que a construção de uma sociedade melhor se faz com cada ato. Respeitar o próximo, usufruir apenas do que é seu de fato e direito e buscar olhar não apenas para o próprio umbigo, são atitudes que contribuem para o resgate dos bons costumes e o restabelecimento da honestidade no nosso meio. E assim vamos transformando o ambiente em que vivemos num espaço mais propício ao bem estar e, porque não dizer, a própria vida.