Itapuã: A fábrica de dançarinos

Além da riqueza cultural e ambiental, o bairro de Itapuã tem mostrado grande força também no ramo da dança. Não é de agora que grupos e mais grupos de dança do bairro tem revelado grandes dançarinos que acabam entrando em bandas de Salvador.

Todos têm em comum o amor pela dança, mas cada um com a sua história e motivos que levaram a entrar nesse mundo. Em entrevista com alguns dançarinos do bairro, o ItapuãCity trouxe um pouco mais do dia-a-dia desses artistas.

principe

“A dança bem como qualquer arte, geralmente nos pega e nos encanta bem cedo, as vezes nem podemos perceber, no meu caso, sempre gostei de arte, mas a dança só me arrebatou de vez na adolescência que foi a primeira vez que pude subir num palco e sentir a indescritível sensação de estar em cima dele. Meu início se deu, depois que eu e um grupo de amigos na adolescência nos juntamos e formamos uma banda de percussão chamada Swing do Mar, onde eu como não sabia tocar nada, só me sobrou mesmo dançar (ainda bem) RS, desde então não parei mais, pois depois disso me profissionalizei entrando definitivamente no show Biz e fazendo parte de grandes bandas do cenário baiano, como Legião do Samba, Só de Onda, Banda Dystack dentre outras na época”. Comenta Emerson Falcão, dançarino da banda É Xeke, e mais conhecido como Príncipe.

juninhuConsiderada uma arte que mexe com a emoção das pessoas, a dança é inexplicável, afirma Juninho Queiroz, que é integrante do grupo Art Dance. “Cara quando você sobe no palco, vê aquele publico maravilhoso, aquela receptividade gostosa, sentir o chão tremer e saber que tudo isso é o seu trabalho sendo reconhecido… é totalmente inexplicável só quem dança sabe o que estou dizendo”. HENRIQUE VAZ

Todo artista trabalha para ser reconhecido através da sua arte, mas os dançarinos alertam que diante de tanta riqueza de artistas, ainda é grande a falta de reconhecimento e incentivo. “Em minha opinião aqui em nosso bairro é valorizada por poucos, porque apesar de ter muitos grupos, muitas pessoas não tem o mesmo ponto de vista da gente que dança”. Afirma Henrique Vaz, dançarino da banda ZumBahia.

TATAI2“Eu sinto que nós dançarinos, poderíamos ter mais apoio e incentivos. Aqui em Itapuã, temos alguns grupos de dança que os próprios integrantes se “viram” para dançar. Os dançarinos fazem de tudo para levar a alegria para as pessoas, muitas vezes sem incentivo de ninguém. A dança deveria ser mais valorizada em nosso bairro”. Alertou Tainara Nascimento, mais conhecida como Tatai, professora que promove o aulão de dança gratuito ao lado da Bali Beach em Piatã, e atualmente participa da banda Puro Love.

Fonte: ItapuãCity

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