O Fórum Social Mundial que ocorrerá de 13 a 17 de março de 2018 em Salvador-BA, significa uma esperança na construção de alternativas para um projeto de sociedade mais humano e solidário a ser gestado no movimento social, cultural, ecológico e nos coletivos que lutam por direitos e justiça em todo o mundo. O lema que se tornou a marca do Forum: “Um outro mundo é possível !” é o mote para as ações que se desenvolverão durante o período de realização do Forum, e que terá o bairro de Itapuã como um dos seus territórios de atividades.

Nesse sentido, o evento chama a atenção para um território da cidade de Salvador, que tem como marca principal a sua forte ligação com a ancestralidade, com os saberes tradicionais, com a cultura popular e com o forte sentimento comunitário de pertencimento que se renova e revitaliza a partir da atuação de diversos coletivos e movimentos culturais e sociais que atuam nesse espaço. Trata-se da comunidade de Itapuã, cantada em verso e prosa por diversos artistas e que já faz parte do imaginário cultural desse país

Comunidade que tem suas origens no povo Tupinambá, e posteriormente foi um importante quilombo, traz até hoje marcas profundas dessa ancestralidade indígena e negra que se fazem presentes em diversas manifestações, histórias, personagens, canções. O sentimento de pertencimento muito forte demonstrado pelos moradores de Itapuã, faz desse território um importante foco de resistência cultural e social –  por isso também política – com forte vocação para ações coletivas que têm como base a ancestralidade, a territorialidade, os saberes e fazeres tradicionais e comunitários, a arte e a cultura.

Por isso durante o FSM, a comunidade de Itapuã será transformada no TERRITÓRIO DA ANCESTRALIDADE, COMUNIDADE, ENCONTRO DOS SABERES E DA PARTICIPAÇÃO POLÍTICA. Nesse sentido, haverá uma programação específica do Fórum para a comunidade de Itapuã que receberá representantes dos movimentos sociais e culturais, indígenas, quilombolas, das culturas tradicionais e também das culturas urbanas contemporâneas tendo como foco as discussões sobre Identidade, Arte, Cultura, Saberes e Fazeres Tradicionais, Vida Comunitária, Defesa de Direitos e Participação Política como forma de resistência na construção de um outro mundo possível.

Esse território será instalado num dos santuários ecológicos urbanos mais importantes da cidade de Salvador, que é o Parque Metropolitano do Abaeté, e também em outros pontos do bairro e deverá ter uma programação que envolverá conferências, rodas de conversa, oficinas e encontros de coletivos como Hip Hop, Capoeira, Samba, Povos Indígenas e Quilombolas entre outros, além de uma programação artístico-cultural no período da noite, no espaço a ser criado com um  palco e uma grande tenda às margens da Lagoa do Abaeté.

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