Muito carro para pouca pista

Saulo Miguez

O soteropolitano vem sofrendo cada vez mais com a lentidão do trânsito. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), hoje em Salvador se gasta em média 27% mais tempo no deslocamento de casa para o trabalho, do que há 10 anos. Isso ocorre em função do crescimento inversamente proporcional da malha rodoviária da cidade e o número de carros.

A frota automotora de Salvador cresceu 108% nos últimos 10 anos, passando de 344 para 718 mil veículos, um crescimento acima da média nacional. Para se ter ideia, isso equivale a um carro por família na cidade.

Segundo a Transalvador, em média de 20 mil veículos transitam a cada hora na Avenida Paralela. Enquanto o Detran baiano tem registrado algo em torno de 30 mil novos veículos anualmente só na capital.

Em compensação nossas pistas crescem em ritmo lento, impulsionado apenas pelas obras de infra-estrutura da Copa do Mundo ou por uma ou outra ação conjunta das esferas governamentais. O que é insuficiente para uma cidade que beira os 3 milhões de habitantes.

Há ainda a séria deficiência do transporte público da terceira maior metrópole brasileira. A falta de planejamento impediu o investimento em transportes alternativos, ficando a população dependente da classe rodoviária, obrigada a andar em ônibus sujos, mal conservados e geralmente a marcha lenta.

 

 

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