Ponto de encontro de pescadores em Itapuã recebe intervenção artística

Redação

No próximo sábado, dia 07/ 11, a partir das 12h00, os artistas Gabriel Nast e Clara Domingas realizarão mais uma exibição do filme “OS KILOSS” (30`). A obra conta um pouco da história do antigo ponto de encontro de pescadores em Itapuã, que está prestes a desaparecer, por conta do novo alojamento que foi construído com a requalificação da nova orla do bairro.

“Os Kiloss são uma espécie de tribo na beira do mar, exemplo de resistência e cultura da areia”, afirma a artista Clara Domingas. Durante três semanas, Clara e Gabriel Nast (artista visual de Minas Gerais em residência artística na Casa de Itapuã, sede do projeto Nativa Relativa) conviveram quase que diariamente com eles e fizeram diversas intervenções no barracão com desenhos e pinturas.

No dia 15/09 exibiram pela primeira vez o vídeo que registra o período inesquecível de convivência entre eles, apresenta o processo artístico no barracão e expõe contrastes entre o modo de existir desses pescadores tradicionais de Itapuã versus a modernização da paisagem urbanística e a nova relação social com o espaço da orla.

A segunda exibição do vídeo no barracão, com caráter de despedida. Os pescadores serão removidos do velho barracão em breve, afinal, a nova sede já está em processo avançado de construção. O lugar para onde OS KILOSS será relocado é próximo, porém inadequado `a atividade do grupo, que não foi sequer consultado sobre a mudança.

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Clara Domingas

Teve formação acadêmica e profissional em Dança, mas transformou sua atuação artística num campo amplo de possibilidades nas Artes Visuais. Nativa Relativa é uma ocupação artística no bairro de Itapuã iniciada em dezembro de 2011 quando a artista voltou a ser moradora do bairro de sua infância, após anos de distância e experiências de moradia em grandes cidades estrangeiras. Desde então, realiza em Itapuã intercâmbios com artistas provenientes de diversos lugares do mundo, com o objetivo de multiplicar e complexificar os olhares sobre este lugar familiar e estranho, em constante transformação.

Gabriel Nast

O artista visual mineiro após alguns meses viajando pelo Nordeste está descobrindo como é ser um estrangeiro no próprio país. Estar no meio do povo o torna câmera-olho. Sua passagem por Itapuã foi movido por uma força maior, que conectou sua cidade natal / atual Itajubá(sul de Minas) à Itapuã. O prefixo Tupi,  Ita = pedra, traz a força e a subjetividade que orienta esse corpo mineiro peregrino.

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