Quem quer, faz

Saulo Miguez

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Os moradores do bairro de Itapuã vêm dando verdadeiras lições de cidadania. Além dos inúmeros projetos sociais que vêm sendo desenvolvidos há bastante tempo no local, ações pontuais de grande efeito estão sendo realizadas por pessoas comuns, mas, que querem ver o progresso do lugar.

Após a reforma da Praça Theodoro Gama, que só foi possível graças aos esforços das pessoas que cansadas da omissão do Poder Público resolveram assumir o papel do Estado, estamos hoje com a campanha “Itapuã… eu amo eu cuido”, de iniciativa do portal Itapuã City e que visa estimular ações como esta.

Apoiando a campanha, as estudantes de Arquitetura e Urbanismo Julia Netto, Sarah  Khoury e Tâmila Véras resolveram trazer até a população de Itapuã o conhecimento adquirido em sala de aula e desenvolver um projeto de revitalização do bairro, contribuindo com a infraestrutura urbana local.

No entanto, para que este projeto seja devidamente concretizado é necessário que a população relate os principais problemas de ordem estrutural que acometem o bairro, e isso deve ser feito respondendo ao questionário acessível clicando no link a seguir (http://www.itapuacity.com.br/questionario-itapua-eu-amo-eu-cuido/), nele encontramos questões referentes à drenagem, transporte, segurança, lazer e nossos aparelhos públicos.

Além do gesto de cidadania, essa ação mostra o que de fato deve ser feito com o conhecimento. Apesar da enorme expansão universitária que atinge o nosso País, o número de pessoas que conseguem adentrar a uma instituição de nível superior ainda é relativamente baixo; porém, mais baixo ainda é o número de pessoas que conseguem ter acesso ao conhecimento e desenvolvem projetos como este, que busca beneficiar toda uma população.

Impulsionadas pelo capitalismo, a grande maioria dos universitários têm como objetivo de vida conseguir um bom emprego e continuar pregando que o Poder Público é único responsável pela manutenção da ordem social. No entanto, esquece-se que cada cidadão possui obrigações legais e, principalmente, obrigações morais perante a sociedade.

Por isso, essa e as demais iniciativas desenvolvidas por essas pessoas “comuns” devem ser abraçadas e multiplicadas, de modo que através das manifestações populares possamos edificar uma sociedade melhor de se viver.

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