Um século do Anjo Bom

Saulo Miguez

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Um dia uma freira saiu às ruas de Salvador para recolher donativos e doá-los aos necessitados. Ao chegar numa barraca, educadamente estendeu a mão para o comerciante e recebeu como resposta palavras de repúdio e um escarro na palma da mão. Com toda a tranquilidade a serva da igreja agradeceu ao senhor e lhe disse que aquilo que acabara de receber era a parte dela, o que ela merecia. Porém, faltava ainda o alimento para aqueles que estavam passando fome. Emocionado com a atitude da freira, o dono da barraca nada pôde fazer senão ajudar Irmã Dulce e as suas obras sociais.

Prestes a ser canonizada, o Anjo Bom da Bahia é um dos grandes exemplos de bondade dos tempos modernos. A aparência frágil da pequena mulher escondia um ser forte que nasceu com a vocação religiosa, mas, apesar disso, conhecia o mundo terreno como poucos.

Mesmo sendo Santa, Irmã Dulce não esperava as coisas caírem do céu. Graças a essa energia mobilizadora construiu umas maiores e mais respeitadas obras filantrópicas do nosso país. Somente em 2012, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) realizaram mais de 4 milhões de atendimentos nas diversas unidades onde está presente em todo o estado, apesar das dificuldades que cercam as boas iniciativas em nosso país.

“Amar e servir aos pobres e necessitados, oferecendo atendimento gratuito na saúde e assistência social, inovando as ações educacionais”, é a missão da OSID. Isso vem sendo cumprido honrosamente e a cada ano trazendo melhores frutos para o nosso estado.

O maior legado da beata baiana, no entanto, é o exemplo de vida que deixou enquanto viva. Ela mostrou que nós seres humanos somos capazes de fazer mais. Fazer melhor. Basta, para isso, ter vontade. Irmã Dulce mostrou que os milagres caem do céu, mas também brotam da terra. Para isso, precisam ser regados como com muita Fé, mas também suor, boa vontade e a certeza de que sem dedicação ao que se faz não há resultados.

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