Homenagem ao Centenário de Dorival Caymmi Propondo a Reflexão Poética de Itapuã

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Jr. Lucena Fotógrafo / look – Cantares

 

Há 100 anos nascia o grande poeta baiano, o inconfundível Dorival Caymmi, que a todos encantou com a sua poesia. Nascido em Salvador, em 30 de abril de 1914, “foi um dos primeiros compositores a gravar suas próprias canções, que o transformaram no melhor intérprete de si mesmo e em um gênio da cultura brasileira”! Ah, para falar de Caymmi…  Faltar-me-iam palavras para elogiar o poeta de versos curtos, mas de grande significado de saudades dos velhos tempos, da nostalgia e da contemplação… Homenagear aquele que, como ninguém, cantou o mar e a cultura popular praieira do litoral nordestino. Saudades da Bahia de Caymmi, do nosso grande e saudoso cantor, que tanto cantou a nossa terra e se eternizou em suas canções.

Hoje nos falta tempo; a correria da vida nos roubou o belo e nos tirou a doçura da poesia. Estamos 100% conectados e não temos tempo de poetizar a vida, romantizar as estações e curtir as mais belas canções e poesias. Caymmi morreu em 2008 e não deixou um número tão grande de músicas, se comparado a outros grandes compositores da MPB, mas foi impecável no que fez, e isso poucos negam. Deixou sucessos que ainda embalam as emoções, depois de décadas, como  Saudade da Bahia, A lenda do Abaeté, Coqueiro de Itapuã, Maracangalha e  Modinha Para Gabriela, dentre outros clássicos populares; mas o que o grande poeta tem a nos ensinar? Qual legado nos deixou? Como dizia o saudoso Dorival Caymmi… “saudades de Itapuã!”, “Coqueiro de Itapuã!” Proponho a reflexão  poética de Itapuã: onde está a tua poesia, Itapuã? Perderás o teu brilho, a tua cor e o teu encanto? Queremos voltar a passar tarde poéticas no teu mar contemplando a tua beleza. Calou-se a musa inspiradora dos grandes artistas… Reduto de ícones centenários da música como Dorival Caymmi e Vinicius de Morais.

“Das aldeias dos índios que habitaram este lugar passando pela vila de pescadores que foi Itapuã, guarda seus encantos não só nas lembranças de um lugar paradisíaco que recebia pessoas que desejavam sentir a felicidade de vivê-la, quando cantar Itapuã era simplesmente dizer o que estava sentindo, mas também no dia a dia de um lugar onde o caos do progresso desordenado parece ter vencido a poesia, perceber esses encantos requer uma atenção especial ao meio ambiente e às pessoas nativas e agregadas que conhecem muito da história desse lugar e que estão partindo com todo esse conhecimento e às pessoas novas que estão chegando com todo o gás da juventude e são os principais sujeitos da construção de novas relações: nada estanca Itapuã, ainda somos felizes.” (Amadeu Alves)

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