No país do futebol o meu ídolo não joga bola

Bruno Cardoso

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Há algum tempo venho me questionando sobre a necessidade das pessoas de terem alguma personalidade como referência. Uma liderança a quem confiar. Um herói a ser idolatrado. Sempre acreditei que essas pessoas tem um papel fundamental em nossos corações, trazendo conforto, fazendo justiça e nos enchendo de esperança.

A história do Brasil é marcada por inúmeras referências, como por exemplo a própria Maria Quitéria, homenageada hoje no dia da independência da Bahia. Há outras personalidades brasileiras que merecem ser citadas como Tiradentes, Antônio Conselheiro, Zumbi dos Palmares, Miguel Costa Prestes, Lampião, Bento Gonçalves e tantos outros que mobilizaram massas e semeara esperanças de um mundo melhor

Com tantos desarranjos que fizeram parte deste novo século, finalmente nos deparamos com um novo herói nacional. Não me refiro a alguma celebridade, ou jogador de futebol escolhida de cima para baixo pela grande mídia. Acredito que tal escolha aqui no Brasil seja mais difícil do que parece. Até mesmo Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro lançado ao espaço em 2006, não conseguiu tal proeza. O problema é tão grande que elegemos até mesmo o  fictício Capitão Nascimento como herói nacional!

O herói que  estou me referindo é o presidente do STF, o Ministro Joaquim Barbosa que demostrou com a astúcia de leão a sua autenticidade e força no combate a corrupção no Brasil! Joaquim Barbosa é sim uma referência que encontrou no povo uma caixa de ressonância da postura firme que tanto precisávamos sentir.

Como ele próprio mencionou, o Barbosa sairá do STF com a “alma leve”. Para muita gente, sairá com pinta de herói, repleto de homenagens, a exemplo deste grafite da imagem, no qual o artista escreveu ” No país do Futebol o meu ídolo não joga bola”!

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