Baleia campeã com a Viradouro no Carnaval 2020 é apresentada na Lagoa do Abaeté

Baleia campeã com a Viradouro no Carnaval 2020 é apresentada na Lagoa do Abaeté

Baleia Viradouro
Baleia Viradouro

Durante décadas, o bairro de Itapuã sobreviveu da riqueza das baleias. Depois de proibida a caça delas, em 1987, o artista Waly Salomão convidou João Loureiro para pensar em uma homenagem digna ao animal que marcou a história do bairro. No ano seguinte, uma baleia, dessa vez inflável, passou a fazer parte da Lavagem do bairro e das festas carnavalescas. Por volta das 11h deste sábado (16), Itapuã conheceu uma nova baleia, a que desfilou na Viradouros, escola campeã do Carnaval carioca de 2020.  

A apresentação da baleia inflável, em branco com detalhes vermelhos, aconteceu no Parque Metropolitano do Abaeté e reuniu, em média, 50 pessoas. O local foi escolhido não só pelo simbolismo, mas para pedir mais atenção àquele espaço. Como neste ano não há previsão de Carnaval, também foi uma forma de não deixar a tradição da chamada Baleia Rosa do Amor passar sem registro histórico. 

Em anos anteriores, a baleia inflável ganhava corpo e as ruas no dia da Lavagem de Itapuã, na quinta-feira antes do início do Carnaval, e só ia embora na Quarta-Feira de Cinzas, quando moradores desciam com ela até o mar. “Mas ela não fica no mar, a gente desce e consegue pegar no Farol de Itapuã. Depois, no ano seguinte, enchia a baleia de novo e era mais uma festa”, explicou Cristiano Loureiro, coordenador do evento deste sábado e filho de João Loureiro.

No passado, eram das baleias que viam o óleo que iluminava os candeeiros de Salvador e Recôncavo Baiano e salgava alimentos. “Wally teve o saque de trazer uma baleia para curtir o carnaval, o que tem toda uma conotação cultural e ambiental”, conta Cristiano. Em 1988, um ano após a sacada de Wally, Itapuã “teve o maior carnaval de todos”, diz ele. Apresentaram-se Gilberto Gil, Acordes Verdes, Olodum e Edinho Pacheco. A baleia lá, no palco, como integrante da festa.

Fonte: Correio da Bahia