Itapuã recebe Unidade Móvel de Zoonoses nesta terça (19)
   

Itapuã recebe Unidade Móvel de Zoonoses nesta terça (19)

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A partir desta terça-feira (19), Salvador passa a contar com uma Unidade Móvel de Zoonoses (UMZ), um projeto pioneiro que vai ajudar no combate e prevenção da esporotricose, uma micose causada por um fungo.

O equipamento itinerante terá a capacidade de 15 atendimentos diários. Até o próximo dia 22, ficará estacionado na Prefeitura-Bairro de Itapuã, na Avenida Dorival Caymmi. Em seguida,vai seguir para os bairros de Paripe e São Caetano.

Só será possível ser atendido pelo serviço fazendo agendamento prévio, ligando para o 156 (Fala Salvador). No local, um médico veterinário vai realizar avaliações clínicas de casos suspeitos com esporotricose, além das consultas de revisão de animais em tratamento. O espaço também coleta material de exame das lesões através de citologia.

A coordenadora do CCZ, Isolina Miguez, explica que Itapuã foi escolhida para iniciar os atendimentos por conta dao alto número de casos na localidade. “O objetivo é intensificar o acesso ao tratamento dos animais suspeitos de esporotricose de forma objetiva e segura para evitar que o fungo se prolifere e atinja outros bairros”.

Todo o projeto foi pago com recursos da própria prefeitura, segundo o secretário Décio Martins. “Estamos muito felizes e confiantes em reduzir os números na cidade, além de ser exemplo, mais uma vez, no enfrentamento de doenças para outras capitais do Brasil”.

Tratamento
Para ter acesso a um atendimento, é necessário que o cidadão ligue para o Fala Salvador, no número 156, após suspeita de lesões causadas por esporotricose nos animais. Após analisar a situação, uma equipe é deslocada para coletar o material provocado pela lesão no bicho. Em caso de diagnóstico positivo, a equipe UMZ vai agendar por telefone a ida ao equipamento itinerante para realizar o tratamento.

A esporotricose é uma micose conhecida como a “doença do jardineiro”, causada por fungo que pode afetar vários animais, incluindo seres humanos. A transmissão ocorre pelo contato com terra, matéria orgânica e espinhos de plantas contaminadas com o fungo ou através de arranhadura, lambedura ou contato direto com secreção das lesões de animais infectados.

Em 2021, foram notificados 1.223 casos suspeitos de esporotricose em Salvador. Desse total, 1.090 animais receberam tratamento, sendo 654 deles pelo CCZ, 137 evoluíram para o óbito e 228 obtiveram cura.

Já em 2022, até o início do mês de julho, o CCZ recebeu 400 solicitações de animais suspeitos referentes à esporotricose, 678 animais estão em tratamento pelo CCZ, 53 com morte e 95 animais obtiveram cura.

Fonte: Correio da Bahia